quinta-feira, março 08, 2007

O Sepulcro da “Família de Jesus” foi identificado em 2007?

EVIDÊNCIA

Este blog mostra evidências —bíblicas e extra-bíblicas— relacionadas às declarações Jesus e a veracidade da Bíblia. Enquanto evidências extra-bíblicas TERÃO ALGUM VALOR, o que o Apóstolo Pedro escreveu (2 Pedro 1:19) permanecerá como nosso foco principal. Ele escreveu que temos “uma palavra certa de profecia”— UMA palavra confirmada nas Escrituras de que Jesus é o Messias.


Dr. R. Kirk Kilpatrick


CO-PROFESSOR DE ANTIGO TESTAMENTO E HEBRAICO NO SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA MID-AMERICA – MEMPHIS, TN EUA


Traduzido por Allan Amorim


REVISÃO POR AIRTON SANTOS

Sexta, 2 de março de 2007.

TÚMULOS EM TALPIOT: OUTRA VEZ E OUTRA VEZ E OUTRA VEZ!

Photo courtesy IAA

O Túmulo Da “Família De Jesus” Foi Identificado Em 2007?

Por causa de uma inscrição bagunçada, debatida e cheia de arranhões perto da tampa de um ossário antigo, James Cameron recentemente declarou ter encontrado o “túmulo perdido de Jesus” em um lugar chamado Talpiot, nas vizinhanças ao sudeste de Jerusalém. Ele declarou que sua descoberta vai mudar a história.

“O distrito Talpiot de Jerusalém, onde a chamada cripta de Caifás foi descoberta, tem produzido muitos túmulos e ossários (Fishwick 1963; Kloner 1996)” [ Evans, 112].

Essas afirmações fantásticas sobre inscrições em ossários (caixas de pedra para um enterro secundário de ossos) estão sendo feitas em um documentário no Discovery Channel chamado “O Túmulo Perdido de Jesus,” por James Cameron (um canadense de fama hollywoodiana... diretor e ganhador do Oscar por “Titanic,” “O Exterminador do Futuro,” etc., e que está produzindo o documentário) e Simcha Jacobovici (um judeu ortodoxo canadense que ganhou prêmios Emmy como diretor).

Também emprestando sua opinião de especialistas para valorizar as alegações estão o Dr. James Tabor (cadeira de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, que acabou de escrever A Dinastia de Jesus que em alguns aspectos é uma versão um pouco mais escolástica do “Código Da Vinci”), e Dr. Andrey Feuerverger (um professor de estatística e matemática na Universidade de Toronto), e alguns outros.

UM HISTÓRICO DE SENSACIONALISMO

Em 1963, em um artigo seu, entitulado “Talpioth de novo e de novo,” Duncan Fishwick voltou a examinar algumas das afirmações que vieram da área de Talpiot nos arredores de Jerusalém. Essa é apenas mais uma ocorrência. Há um padrão regular de declarações, vindas deste local de túmulos antigos, que tem mexido com o interesse da mídia e abalado a fé de alguns momentaneamente. Essas afirmações vêm geralmente como ataques à divindade de Jesus e sua ressurreição.

Desde o século dezenove mais de mil ossários foram encontrados nos arredores de Jerusalém—muitos deles com “nomes bíblicos.”

Em 1873 Charles Clermont-Ganneau fez afirmações sensacionalistas sobre vários ossários achados em uma “caverna funerária” perto de Betânia. As inscrições em Hebraico nesses ossários incluíram os nomes: “Salomé, Judá, Simão filho de Jesus, Marta, Eleazar (Lázaro), e Salampsion.” As inscrições em Grego “deram o nome Jesus, Natanael, Hedea, Kythras, Moschas, e Marias.” O nome Jesus apareceu “três vezes no total” [Kraeling, 18].

Em 1931 houve uma explosão de atividade entre repórteres divulgando que “O túmulo de Jesus de Nazaré foi encontrado,” devido à má interpretação de uma apresentação do Professor E. L. Sukenik à Sociedade Alemã de Arqueologia com respeito a um ossário que continha a inscrição: “Jesus, filho de José” [Kraeling, 18].

Em 1946, Carl H. Kraeling refletiu “Na data de 3 de outubro de 1945 muitos jornais Americanos tiveram relatos curtos de uma descoberta arqueológica em Jerusalém.” Desta vez a descoberta foi em Talpiot. Kraeling continuou, “entre eles, os relatos proporcionam um exemplo interessante do que acontece quando um simples relato é manipulado por repórteres a caça de sensacionalismo jornalístico.” Os jornais que continham os anúncios sensacionalistas incluíam o New York Times, New York daily, e o London Daily Herald, onde estava escrito:

“...o que se acredita ser um relato de uma testemunha ocular da morte de Cristo foi descoberto por Árabes escavando nas fundações de uma casa no subúrbio de Jerusalém. Descrito pelo arqueólogo-chefe da Universidade hebraica de Jerusalém como uma “descoberta muito importante,” as inscrições gregas, acreditava-se, eram o trabalho de uma família de discípulos judeus que estavam no meio da multidão presente no Calvário. Uma triste e comovente lamentação, o relato foi provavelmente escrito dentro de poucas semanas após a crucificação. Foi depositado em quatro ossários num vão dentro da casa, que está na estrada para Belém” [Kraeling, 16].

Na seguinte edição do Biblical Archaeologist, G. E. Wright escreveu: “A última adição do B. A. continha o artigo interessante pelo Professor Carl Kraeling sobre urnas que se acreditava serem as testemunhas mais antigas da morte de Jesus Cristo. O artigo adequadamente acabou com tudo, e mostrou que o que tínhamos lá era meramente a descoberta de alguns ossários judeus. Ele também escreveu que um “certo relatório muçulmano na palestina...terá que procurar outros motivos para desafiar a crença na ressurreição de Jesus” [Wright, 43].

“O Guia oficial de Israel” em 1950, disse, “a mais ou menos setecentos metros por trás de Talpiot, um túmulo foi escavado e vários ossários contendo corpos humanos foram encontrados. Inscrições e moedas provaram que o sepultamento aconteceu nos anos 41-42. Dois ossários foram marcados com a palavra “Jesus”, e outras inscrições continuam indecifráveis até agora. Se essa suposição estivesse certa, esse túmulo mostraria a evidência histórica mais antiga de que se tem notícia sobre os seguidores de Jesus” [Guia Oficial de Israel, Tel Aviv: 1950, 247].

AS INSCRIÇÕES NOS OSSÁRIOS DO TÚMULO DE TALPIOT:

De acordo com Richard Bauckham (citado por Ben Witherington):

“Temos um centro de dados de mais ou menos 3000 nomes de pessoas (2625 homens, 328 mulheres, excluindo personagens de ficção. Dos 2625 homens, o nome José (incluindo Yose, a forma abreviada) estava presente 218 vezes ou 8.3% (é o segundo nome mais popular para homens judeus, depois de Simão/Simeão). O nome Judá apareceu 164 vezes ou 6.2%. O nome Jesus apareceu 99 vezes ou 3.4%. O nome Mateus (em várias formas) apareceu 62 vezes ou 2.4%. Dos 328 nomes de mulheres (nomes de mulheres foram menos frequentes do que de homens), impressionantes 70 ou 21.4% foram chamadas Maria (Mariam, Maria, Mariame, Mariamme) .

[http://benwitherington.blogspot.com/ (quinta-feira, 1 de março, 2007)]

As inscrições nos ossários de Talpiot em questão são:

Maryah or Maria [latim de Miram, soletrada aqui Mem, Resh, Yod, Heh]

Matia [Mateus, soletrado aqui Mem, Tav, Yod, Heh]

Mais ou menos 35% de homens judeus nesse período tinham nomes asmoneanos [Macabeus]. Esses incluem: Mateus, João/Jonatas, Simão, Judá/Judas, Eleazar, e José.

Yose [Uma contração de Yosef (José), soletrada aqui Yod, Vav, Samech, Heh].

Yehuda bar Yeshua (Judá filho de Yeshua/ Josué)

O terceiro nome mais comum para um homem judeu nesse período era Yehuda (Judá/Judas). De 1986 nomes pesquisados para esse período, 128 vezes apareceu Yehuda [T. Ilan].

Yeshua (?) bar Yosef [Josué (hebraico) filho de José (Yeshua em hebraico, que em grego é Iesous ou o inglês “Jesus”].

Frank Moore Cross aceita Yeshua bar Yosef. Amos Kloner e Stephen Pfann questionam essa leitura e sugerem que pode ser lida Hanun bar Yosef. No léxico de T. Ilan, o nome “Jesus” foi notado por 104 indivíduos durante esse período. Dado ao fato de que os arredores de Jerusalém provavelmente superavam uma população de 100.000, haviam provavelmente em torno de 5000 ou mais homens com esse nome nas proximidades de Jerusalém.

Vinte e dois ossários foram encontrados com a inscrição “Jesus” em alguma forma—e quatro deles com a inscrição “Jesus filho de José.”

Miriamne e mara (escrito em grego)

De acordo com o documentário esse nome é lido “Maria conhecida como mestre”—entretanto, isso pode significar várias coisas, incluindo (mas não limitado a):

“Mariamne também chamada mara” (forma curta de Marta, segundo L. Y. Rahmani, 2, veja bibliografia)

“Mariamn e Mara” (duas pessoas no mesmo ossário).

“Mariamenou/Mara” (Genitivo de Mariamenon com um segundo nome “Mara”de outra pessoa). Esse tem sido sugerido por R. Bauckham

[http://benwitherington.blogspot.com/ (veja quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007)].

“Mariamne a linda”

“Mariamne a amargurada”(?), pouco provável, embora possível.

“Maraimne a rainha” (?) Essa seria uma variante rara da palavra em aramaico que foi traduzida como “Mestre” no documentário, mas é na verdade mais forte que isso. “Marana” pode significar “Governante ou Líder e é uma possibilidade interessante que isso poderia significar “Rainha” por causa do título da mulher de Herodes e também da torre que leva seu nome, a Torre Maramne, também chamada “e Basislis”—“a rainha.” Mariamne a rainha tinha parentes cujos nomes incluíam José, Mateus, Judá, etc. O historiador judeu, Josefo, era parente da dinastia asmoneana e tinha os nomes Mateus (Mateus Ephlias, Mateus Curtis, e outros dois Mateus incluindo seu próprio pai), José (três ancestrais com tal nome), e Mariamne em sua própria família.

Variantes desse nome “Mariamne” foram encontradas em mais de vinte ossários.

Em 1974 um texto chamado “Atos de Felipe” foi descoberto por François Bovon e Bertrand Bouvier na biblioteca do Monastério de Xenophrontos na Grécia. A cópia que eles encontraram foi feita no século XIV, mas alguns dizem que o texto remonta ao século IV na Ásia Menor. Em Atos de Felipe, a irmã de Felipe é chamada Mariamne e é considerada por Bovon como Maria Madalena. Nesse texto há elementos de mitologia incluindo animais que falam, Mariamne matando um dragão e em um certo ponto, sob ameaça, ela se transformou em uma nuvem de fogo.

DNA

Havia 10 ossários no túmulo. Porque eles tomaram o DNA do que estava marcado Yeshua bar Yosef e o outro marcado Mariamne e mara? Quantos esqueletos havia naqueles ossários? O relato de Amos Kloner indicou claramente que houve vários enterros na maioria desses ossários. Parece que existem segundas intenções escondidas aqui?

O OSSÁRIO DE TIAGO?

O uso do ossário de Tiago no documentário é para fortalecer o caso a favor do túmulo. Esse ossário, entretanto, foi declarado como falso pela Autoridade de Antiguidades de Israel. A inscrição: Yaacov bar yosef achdi Yeshua (Tiago, filho de José, irmão de Jesus) é sensacional. Mas será real? Apesar do veredito da Autoridade de Antiguidades de Israel (falsificação), o júri ainda está no caso do colecionador que está acontecendo em Jerusalém.

Baseados em testes que foram desenvolvidos apenas para esse documentário, Cameron e Jacobovici sugerem que a pátina do ossário de Tiago combina com a pátina dos ossários do túmulo de Talpiot. Eles também dizem que o mesmo tem a exata medida dos outros ossários do túmulo de Talpiot que eles dizem terem “desaparecido”. Amos Kloner, o arqueólogo que supervisou o trabalho original no túmulo disputa a afirmação de que alguns dos ossários se perderam. Ele também diz que o ossário de Tiago tem o tamanho errado para ser deste grupo.

Em uma nota enviada recentemente, um dos arqueólogos que trabalhou no local em 1980, Joe Zias escreveu:

Joe Zias jezias@yahoo.com para: Assunto: Re: Túmulo de Jesus Enviada: Quinta-feira, 1 de março de 2007 6:02 AM.

“Amos Kloner está certo quanto a eu ter recebido e catalogado os objetos, o décimo era simples e eu o coloquei no pátio com o resto dos ossários simples, como era o procedimento padrão quando alguém tem pouco espaço disponível. Nada foi roubado ou desapareceu e e eles estavam completamente conscientes desse fato, só que isso simplesmente não se encaixa no interesse deles. Shalom, Joe”

Zias escreveu posteriormente:

De Joe Zias jezias@yahoo.com Para Assunto: Re: Túmulo de Jesus Enviada: Quinta-feira, 1 de março de 2007 4:31 PM. “Não havia foto alguma do décimo ossário assim como não havia razão para fotografá-lo, ossários brancos simples, basicamente, quando você viu um, viu todos. Tempo é dinheiro e seria um desperdício de tempo gastar recursos em algo que foi colocado no pátio. Lembre-se que esses são grandes e pesados, e não se deve esquecer que Kloner tem as medidas. Eu lhes informei isso pessoalmente. A idéia de conspiração está de acordo com o interesse que eles têm de elevar o filme bem como o seu livro”. Joe.

ESTATÍSTICA

Nesse documentário, os números voam de 1 em 97.280.000 a 1 em 2.400.000 para 1 em 30.000 de que esse não é o túmulo de Jesus. O estatístico eventualmente se satisfaz com 600 para 1 de que esse é o túmulo de Jesus. Isso é um fato, ou há um fator (ou dois) que não está sendo incluído na mistura?

POTENCIAL PARA FALSIFICAÇÃO

Em um artigo para a tv MSNBC [Os pesquisadores acharam o túmulo de Jesus Cristo? Edição de 5 de março de 2007], Lisa Miller e Joanna Chen manifestaram a preocupação de John Dominic Crossan, líder do movimento “Jesus Seminar” e autor de “Escavando Jesus”. De acordo com Crossan, “as maiores questões se relacionam à invasão que aconteceu mais cedo; quem fez vandalismo na caverna, quando, o que fizeram lá e porquê?”

Um fator muito importante foi adicionado à equação por David Horovitz do jornal “Jerusalem Post”. Em seu artigo “Caçadores da Arca Perdida” que apareceu em 27-2-2007 como parte da edição digital do jornal, ele mencionou que um homem “chamou a atenção da janela mais alta” de um dos apartamentos que ficam perto do túmulo: “nós deveríamos estar cobrando uma entrada de vocês.”

De acordo com as notas do próprio Kloner, “A descoberta, feita antes das atividades de construção, foi relatada por K. Mandil e A. Shohat da Companhia de Construção Solel Boneh. O local foi examinado inicialmente por E. Braun. Escavações de salvamento foram conduzidas de 28 de março a 14 de abril de 1980 (Permissão 938)” [Kloner, “Uma Túmulo com Ossários Inscritos,” Nota 1, p. 22].

De acordo com o relato de Amos Kloner, o túmulo foi vandalizado na antiguidade e a pedra que tampa o túmulo, conhecida como golal, nunca foi encontrada. Foi tida como retirada desde a antiguidade. Ou será que foi removida em tempos modernos? Apesar dos mapas originais do túmulo de Talpiot mostrarem que o nível de solo era quase trinta e três centímetros acima dos ossários enterrados, a inscrição “Yeshua bar Yosef” no ossário parece um rabisco bagunçado perto da tampa. Somente uma ou duas das quatro primeiras letras são parcialmente legíveis.

A inscrição “Jesus, filho de José”, enquanto improvável de ter sido feita por um seguidor de Jesus, é, entretanto, mais aceita em outros círculos teológicos. O pensamento ateu, cristão, liberal, judeu e mulçumano aceita muito mais uma associação quando há referência a “Jesus de Nazaré”. Sabe-se que muitos árabes palestinos entram em túmulos para encontrar e vender antiguidades. Um ossário com inscrição vindo de Talpiot foi o foco dos argumentos islâmicos contra a ressurreição de Jesus em 1945. A inscrição “Yeshua var Yosef” é a mais interessante que já foi encontrada no túmulo [Talpiot] por muitas razões.

De todas as inscrições é a que pior foi feita—rabiscada—com falta de visibilidade ou luz aparente. As outras aparentam ter sido feitas fora do túmulo na antiguidade e são feitas com mais profundidade. “Jesus, filho de José” é suspeita, como se tivesse sido feita dentro do próprio túmulo. Se esse é o caso, quando foi feita?

OPINIÃO DE ESPECIALISTAS

Arqueólogos e escolásticos que já falaram contra os argumentos de Cameron, Jacobovici, e os demais, incluem: Amos Kloner, William Dever, Joe Zias, Michele Piccirillo e a lista está crescendo.

O professor Emérito da Universidade do Arizona, e um perito em arquologia do oriente, William Dever, disse: “O fato de o assunto ter sido ignorado já te diz algo.”

Professor Amos Kloner, o arqueólogo responsável por limpar o túmulo de Talpiot em 1980, foi entrevistado em 27-2-2007 por David Horovitz (perguntas abaixo em negrito) do jornal “Jerusalém Post”:

Horovitz: O que você pensa da afirmação que Jesus e sua família foram enterrados lá?

Kloner: Isso é uma grande história para um filme. Mas é completamente impossível. Não faz sentido. Não há nenhuma probabilidade de Jesus e seus parentes terem tido um túmulo familiar. Eles eram uma família Galiléia com nenhuma ligação com Jerusalém. O túmulo de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século.

Horovitz: Mas há aparentemente uma grande reunião de nomes conhecidos.

Kloner: O nome “Jesus filho de José” foi encontrado em três ou quatro ossários. Esses são nomes comuns. Reportagens enormes em primeira página nos anos 40 giraram em torno de outro ossário de Jesus, citado como a primeira evidência do cristianismo. Houve um outro túmulo de Jesus. Meses depois a descoberta foi desmentida. Me dê evidência científica, e eu vou analisá-la. Isso aí é fabricado.

Horovitz: E a afirmação que o décimo ossário desapareceu de seus cuidados e que é nada menos que o ossário de Tiago?

Kloner: Nada desapareceu. O décimo ossário estava na minha lista. As medidas não eram as mesmas (como o ossário de Tiago). Era um ossário simples (sem inscrição). Não tínhamos espaço embaixo de nossos telhados para todos os ossários, então aqueles que não eram marcados eram as vezes mantidos no pátio (do museu Rockefeller).

INSENSIBILIDADE E OPORTUNISMO INCOMPREENSÍVEIS

Algumas perguntas que devem ser levadas em consideração:

Por que eles estão levantando esses argumentos próximo da Páscoa?

Por que Cameron e Jacobovici citam estudiosos que discordam em suas afirmações?

Por que estão usando o ossário de Tiago, já classificado como falsificação, como evidência para suas afirmações?

Por que os membros da família de Jesus enterrariam seus ossos no túmulo da família e depois diriam a todos que ele ressurgiu dos mortos?

Por que os inimigos de Jesus não expuseram esse túmulo?

Por que os discípulos de Jesus sofreriam tortura, aprisionamento, e morreriam por uma mentira?

Quem é Matia?

Quantas falhas lógicas são encontradas em relação ao uso de “evidência de DNA” pelo documentário?

Estatísticas são completamente confiáveis?

Por acaso as estatísticas levaram em conta com precisão a popularidade dos nomes inscritos?

O que dizer da tradição que diz que Maria estava com João em Éfeso e foi enterrada lá?

O que dizer da tradição católica que diz que o túmulo dela esta no Convento do Descanso (Dormitio Mariae) em Jerusalém?

E quanto ao relato de Eusébio de que o corpo de Tiago foi enterrado sozinho perto do monte do Templo?

A família de Jesus era pobre, e de Nazaré... Por que eles teriam um túmulo caro do lado de fora de Jerusalém?

Algumas coisas que o Novo Testamento deixam claras:

Jesus nunca se casou e Ele certamente nunca teve filho.

Jesus não era chamado “filho de José” por seus seguidores.

O Corpo de Jesus não se decompôs—ele ressucitou de forma material.

(veja o final de todos os quatro Evangelhos e o sermão de Pedro em Atos 2).

Robert Knight, que é o diretor do Centro de Pesquisa de Mídia, disse: “O Canal Discovery Channel diz ser o canal ‘número 1 em não-ficção, alcançando 1.5 bilhões de pessoas em mais de 170 países’. Mas esse documentário preconceituoso é pura ficção. Vários estudiosos importantes, incluindo o arqueólogo israelita que estudou o local pela primeira vez, já rejeitaram a noção de que os ossos de Jesus de Nazaré foram encontrados no túmulo de Talpiot.” L. Brent Bozel III, presidente do Centro de Pesquisa de Mídia disse, “em termos de credibilidade, o Discovery Channel vai ter cavado seu próprio túmulo se não bloquear esse documentário.”

Os produtores de filme também localizaram outro túmulo a uns 200-250 metros de distância desse túmulo, e depois de colocarem câmeras lá dentro encontram mais três ossários. Parece que “O túmulo perdido II” deverá sair em um canal a cabo perto de você em breve.

TALPIOT OUTRA VEZ, OUTRA VEZ, OUTRA VEZ

O profeta Isaías (Yeshayahu haNabi) uma vez escreveu: “Quem creu em nossa mensagem? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?”

Aqueles que rejeitaram a mensagem do profeta têm mais probabilidade de receber a mensagem desse produtor de Hollywood (et al) cujos argumentos devem ser vistos como nada menos que um ataque orgulhoso, maldoso e irresponsável aos cristãos de todo lugar.

Michele Piccirillo, do Instituto Arqueológico Franciscano, disse: “Antes, arqueologia estava acostumada a fazer política. Agora a arqueologia é apenas para fazer dinheiro... Há algumas pessoas interessadas em destruir a fé de outros, e isso não é bom”.

Quando a questão é a ressurreição de Jesus, o problema ainda é com a fé. Aqueles que pensam que o DNA nesse túmulo pertence a Jesus tem a fé baseada nas opiniões de um sensacionalista hollywoodiano, um jornalista canadense, e dois estudiosos dissidentes que dizem que uns riscos em uma caixa de ossos antiga—nem mesmo única em sua inscrição debatível—dão prova contrária a ressurreição física de Cristo. Aqueles que têm fé que a Bíblia aponta para Jesus como o Filho de Deus ressurreto, tem a fé baseada na Palavra de Deus.

James Cameron não poderia estar mais errado—empiricamente, eticamente e conclusivamente.

O achado que mudou a história foi o túmulo de Jesus vazio, há dois mil anos atrás.

LINHA DO TEMPO:

1873 Charles Clermont-Ganneau faz argumentações sensacionalistas sobre ossários de Betânia.

1931 Professor Sukenik começa uma “moda” na mídia em Berlim com uma apresentação de um ossário que tinha a inscrição “Yeshua bar Yosef.”

1945 Dois ossários achados em Talpiot, ambos com o nome de Jesus inscrito.

1963 O artigo de Duncan Fishwick reexaminando os ossários sensacionalistas de Talpiot.

1980 Março... “descoberta” oficial do túmulo de Talpiot durante uma escavação para um projeto de casas. Já que os ossos encontrados aparentavam pertencer a judeus, eles são enterrados de acordo com o costume judeu.

1996 Um documentário da BBC “O Túmulo Que Não Ousa Falar Seu Nome”.

2003 Simcha Jacobovici faz o documentário sobre o ossário de Tiago.

2006 O Código Da Vinci é lançado perto da Páscoa.

2006 O livro do Dr. James Tabor A Dinastia de Jesus é lançado.

2007 Conferência com jornalistas na Biblioteca Pública de Nova York anunciando a “descoberta” e o documentário “O Túmulo Perdido de Jesus”. O livro de Jacobovici e Pelegrino O Túmulo Perdido de Jesus é lançado pela Harper-Collins.

BIBLIOGRAFIA SELECIONADA

Evans, Craig A. Jesus and the Ossuaries. 2003; Fishwick, Duncan. "Talpioth ossuaries again.” New Testament Studies 10 (1963) 49-61; Ilan, T. Lexicon of Jewish Names in Late Antiquity (TSAJ 91; Tubingen: Mohr Siebeck, 2002); Kraeling, Carl Hermann “Christian Burial Urns?” Biblical Archaeologist 9, 1 (1946), 16-20; Rahmani, L. Y. A Catalogue of Jewish Ossuaries in the Collections of the State of Israel (Jerusalém: Israel Antiquities and Israel Academy of Sciences and Humanities, 1994); Wright, George Ernest. “New Information regarding the supposed ‘Christian’ ossuaries” Biblical Archaeologist 9, 2 (1946), 43.

3 comentários:

RKK disse...

Ao amado PR. Luciano, nosso colaborador:

"...graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me... de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo."

Meus agradecimentos,

R. Kirk Kilpatrick

Desocupado disse...

Li o livro e agora li esse texto que questiona o documentário e livro propriamente dito, diferentemente daqueles que enxergam através da fé ou daqueles que sentem uma necessidade de comprovar a figura mítica de Jesus como um homem "normal" - que se casa, tem filhos, e agora, como um cadáver em decomposição, assim como qq mortal, acredito que jamais chegaremos a uma conclusão que de fato atenda as extremidades. A figura mítica que Jesus representa será independente de ossários, sudários, ou qualquer outro dado, item ou artefato que comprove sua existência terrena, essa figura emblemática está acima e dificilmente poderá ser maculada com qualquer descoberta. Por outro lado, historicamente seria de um valor inestimável para ciência que se comprovasse sua exsitência terrena, afinal, personalidades expressivas da História, possuem marcas acentudas de sua passagem, através de relatos e provas materiais e não simplesmente testemunhos questionáveis que se apoiam basicamente na fé. Isso pode ser o suficiente para os que já creem, mas para esses, essa crença é viva independentemente de qualquer evidência histórica.

Anônimo disse...

Irm.LG

Ora, não há e nunca haverá algum coisa que afetará a Fé que uma vez foi dada aos Santos, Amados nossa crença em Cristo Jesus é Viva e a ciência não a pode explicar, conservai a Paz,Caridade e Fé e nada nem ninguém nos tirará o direito da Vida Eterna, também ressuscitaremos assim como o Senhor Jesus, e os escolhidos verão a Face de Deus assim como Ela é, a Paz do nosso Deus e do seu Unigênito o nosso Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo que é Bendito e Eterno. Deus abençoe a todos, Amém.