Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Terra de cego - Blog do Marson

O Blog do Marson é muito interessante, visite! Os quadrinhos são do Custódio.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

APÓSTOLOS OU APÓSTATAS?

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças” (I Timóteo 4.1-4).

Em seu ministério Paulo lutava incansavelmente contra os hereges de sua época, pessoas que pregavam mentiras e coagiam seus seguidores a se abster de alimentos, a utilizar certos tipos de roupas, de rejeitarem a comunhão com pessoas estranhas a sua crença, entre tantas outras coisas que a criatividade humana era capaz de inventar. Desde sempre há pessoas que, dizendo-se portadores de “revelações especiais” – muitas vezes exclusivas – estão direcionando seus rebanhos a caminhos de engano e de morte, arvorando-se como profetas de uma nova era cristã e prometendo milagres e grandes prodígios, além de prosperidade, poder e prestígio para seus discípulos, esquecendo-se e desviando-se totalmente dos ensinamentos de Cristo, legislando em benefício próprio.

A televisão tornou-se pior para o Evangelho do que já foi antes. Todo cristão, com pouco mais de dez anos de fé, deve ser capaz de se lembrar de discussões a respeito da necessidade de se ocupar este espaço de influência massiva, de se criar programas evangélicos onde seria divulgada a boa nova de salvação ao mundo. Hoje, pessoas que tiveram um encontro verdadeiro com Cristo, lamentam-se em suas casas ao verem a preciosa mensagem da graça de Deus ser descaradamente transformada em produto da economia capitalista. Tudo não passa da descoberta de um excelente nicho de mercado, onde com grandes porções de sentimentalismo e uma boa dose de curandeirismo vendem-se lencinhos sagrados, águas bentas, óleos santos e todo tipo de bugiganga “gospel”.

Da televisão para os templos suntuosos, observa-se nesses cultos uma autoridade auto-imposta onde o líder “determina” bênçãos de prosperidade e cura, tornando Deus em mero amuleto de poder donde fluem as forças necessárias para os “profetas” realizarem seus grandes feitos. Nesse caso a soberania de Deus deixa de existir e é Ele quem passa a obedecer ao superpregador infalível, imbatível e determinador do destino dos seus fiéis. São homens e mulheres que recebem cada vez mais adoração e louvor que o próprio Senhor Jesus Cristo. São novas versões do bezerro de ouro, só que ainda não experimentaram a ira de Deus.

Dentre tantas coisas observáveis na Bíblia, referentes à volta de Jesus, a apostasia declarada no texto que introduz este artigo é aí observada muito claramente. Pois, quem deseja viver uma fé de deleites, de acúmulo de bens materiais, de poder e futilidades, está vivendo um evangelho diferente e estranho ao texto das Sagradas Escrituras. Quem vive esse falso evangelho onde as pessoas são mais importantes pelo que tem e não pelo que são, que ignoram seus semelhantes por excessivo amor a si mesmos, já abandonaram a mensagem cristã verdadeira e apostataram da fé. Tais pessoas nunca foram realmente alcançadas e transformadas pela ação graciosa do Espírito Santo. Paulo fez duras afirmações contra essas pessoas que manipulam e modificam o Evangelho em benefício próprio: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gl 1.8,9).

Muitos pensam estar na Igreja, mas, estão em instituições apóstatas e anátemas, que pregam um evangelho de licenciosidade e de abandono aos ensinamentos de Cristo e de seus verdadeiros apóstolos, tais como:

• Mat 6:25 – “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

• Mat 6:33 – “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

• O exemplo de Zaqueu – Luc 19.8 - “E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado”. Abriu mão da riqueza para seguir a Jesus.

• O péssimo exemplo do jovem mancebo – Mat 19.21 – Jesus tratando com o Mancebo de Qualidade quando diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo que tens, e dá aos pobres; E terás um tesouro nos Céus; e vem, e segue-me”.

• Jo 13.34,35 – “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

• 1Tim 6:10, 17-19 - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.

• 1Tim 2.5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. Esses falsos profetas não podem assumir uma postura de mediadores, pois, só há um Mediador e este é o Cristo.

Há muitos outros textos que podem corroborar com a denúncia contra o falso (e maldito) evangelho que tem sido propagado no Brasil e no mundo, seja pela televisão, rádio ou instituições locais. Mas, para quem apostatou da fé, para quem nunca se tornou uma nova criatura e tem sua atenção voltada unicamente para a materialidade terrena, é inútil citar textos porque é como lançar pérolas a porcos (Mt 7.6). Mas, não se pode ficar calado diante de tal apostasia, heresia e blasfêmia, vale a denúncia contra os falsos profetas e a exortação que fica para os santos:

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

NADA VOS SERÁ IMPOSSÍVEL!


“E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17:20).

Pronto, agora que encontramos um texto apropriado vamos tentar justificar nosso desejo de resolver tudo sem fazermos nada. Vamos determinar, pela fé, que tudo que queremos deve acontecer! Afinal, pode-se remover montanhas e realizar qualquer outra coisa, pois, a Palavra de Deus está dizendo que: “Nada vos será impossível”. Mas, será mesmo isso que Jesus Cristo está nos ensinando?

Repare, é fácil induzir pessoas a crerem em coisas aparentemente óbvias e, ao que parece, é claro que Jesus está dizendo que podemos todas as coisas por meio da fé. Porém, um texto analisado fora de seu contexto geral pode nos induzir ao engano, fazendo-nos descartar muitas verdades nele contidas para aceitarmos o que queremos que o texto diga. Isso é bem diferente de interpretar o texto, é dar-lhe nossa idéia do que ele está informando e isso é muito errado! Devemos tentar descobrir o que o autor do texto tenta nos ensinar e não tentar embutir na mensagem bíblica o que desejamos transmitir como Palavra de Deus. Esse é o propósito deste breve comentário, esclarecer a verdade que está sendo ensinada neste texto da maneira mais honesta possível e de acordo com as intenções do autor.

A primeira coisa que devemos fazer é ler o texto completo, em vez de lermos somente um versículo que nos induz a crermos erradamente que podemos fazer qualquer coisa pela fé.

Mateus 17.14-21 - “14 E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: 15 Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água. 16 Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. 17 Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. 18 E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado. 19 Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo? 20 E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível. 21 Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum”.


I. OS EVANGELHOS SINÓTICOS SE COMPLEMENTAM

Os três primeiros evangelhos são muito parecidos, mas também tem suas diferenças quando relatam os mesmos fatos. Não que haja erros, ou que não tenham sido inspirados pelo Espírito Santo, o fato é que cada um foi escrito para um público diferente, por isso, alguns relatos não são reproduzidos na íntegra nos três livros simultaneamente. Por isso os chamamos de “sinóticos”, por que eles se complementam.

No Evangelho Segundo Marcos, no capítulo 9, encontramos o mesmo relato a respeito do “jovem lunático”. Nota-se que Marcos traz maiores detalhes do problema do jovem: “17 E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; 18 e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam” (...) “20 E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. 21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu” (...) “22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 24 E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! 25 Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele”.

Veja que Mateus omite a informação do “espírito mudo” que aflige o jovem desde sua infância, ele também não relata o importante diálogo de Jesus com o pai do jovem, que pede que o Senhor lhe ajude com sua falta de fé.

De imediato, podemos dizer que é possível que algumas pessoas que leram só o texto de Mateus, tenham ficado com a impressão de que o jovem estava sendo curado de alguma enfermidade, porém, segundo Marcos, o problema era espiritual. Não é o caso aqui tratar esse assunto, se o jovem estava enfermo ou possesso, se um dos narradores estava equivocado ou foi omisso (isso é outra história, para outro artigo). Mas, tal fato é importante para nos alertar a respeito de interpretações e leituras apressadas ou tendenciosas, e que não podemos simplesmente escolher uma das versões do relato para direcionarmos a mensagem bíblica em conformidade com nossas intenções.


II. A TRADIÇÃO DA ÉPOCA NÃO DEVE SER ESQUECIDA

Há algo interessante a ser considerado na linguagem, a expressão idiomática. “Uma expressão idiomática ou expressão popular, na língua portuguesa, é uma expressão que se caracteriza por não ser possível identificar seu significado através de suas palavras individuais ou de seu sentido literal. Desta forma, também não é possível traduzi-la para outra língua de modo literal. Essas expressões geralmente se originam de gírias, cultura e peculiaridades de cada região” (Wikipédia).

Veja alguns exemplos:
. Abrir o coração – Desabafar;
. Agarrar com unhas e dentes – Não desistir de algo ou alguém facilmente.
. Arrancando os cabelos – Desesperado(a).

Em Israel isso não era diferente, quando Jesus fala de “mover este monte” expressava, como expressão idiomática dos judeus, “remover dificuldades, superar obstáculos, vencer desafios”. Repare, Jesus está falando “a este monte” referindo-se ao problema enfrentado, como se estivesse dizendo “a este espírito”. Enfim, o texto poderia ter sido escrito assim: “vocês diriam a este espírito: deixe este jovem, e ele o deixaria”.


III. A SOBERANIA DE DEUS NÃO PODE SER ESQUECIDA

Se nós começarmos a pensar firmemente que “nada” é impossível ao que crê porque está escrito assim, não será frustrante olhar para o mundo como está e ver que não conseguimos muda-lo simplesmente “determinando” (impondo, exigindo, ordenando, não aceitando, etc) que isso aconteça? Por que nem todas as nossas orações são atendidas? Por que ainda existem tantos crentes em leitos de morte ou passando por grandes aflições? Por que nem todos são ricos e abastados, sempre felizes e sempre saudáveis? Será mesmo que é só porque não temos fé suficiente? Eu estou certo que não.

Mt 5.34-38 – “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; 35 nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; 36 nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto”.

A palavra jurar significa: assegurar, declarar ou prometer sob juramento, dar, prestar ou proferir juramento, afirmar cabalmente; afiançar, asseverar.

No texto acima, do Sermão do Monte, Jesus Cristo está dizendo que o homem não deve jurar, afirmar cabalmente, afiançar e nem asseverar nada que esteja além de suas forças, sobretudo, porque não somos capazes de realizar tudo o que queremos sozinhos.

Como a história da nossa vida já estava escrita mesmo antes de nós a conhecermos em suas partes (Sl 139.16), entendemos que ela está sujeita à soberania de seu Criador, a Deus. Como ser soberano do universo, Deus tem prerrogativas de Senhor que não lhe podem ser tiradas, portanto, nós não podemos “mandar” (ou determinar) que o Pai nos obedeça, ao contrário, a Bíblia ensina que devemos ser submissos àquele que nos criou (Hb 12.9). Mesmo em casa o filho não ordena ao Pai que se submeta às suas vontades, menos ainda podemos exigir que Deus se submeta a nós.

Deus é o Senhor da história, nenhum de seus planos ou palavras tornarão vazias para Ele, então temos que entender que há coisas que queremos fazer que esbarram no direcionamento de Deus e que não poderão acontecer, nem ao homem de maior fé.

Pv 16:1,9 – “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor. O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos”.
Jr 10.23 – “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos”.

Para cumprir seus desígnios, Deus interfere até em nossa vontade:

Gn 20.6 – “E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso, te não permiti tocá-la”.
Fp 2:13 – “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.


IV. A CERTEZA SOBRENATURAL VEM DO ALTO

A fé é um dom de Deus para o homem (Ef 2.8,9), é uma certeza (Hb 11.1) que só o homem que tem uma experiência viva e verdadeira com Deus pode ter.

1 Co 2:14 – “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Entendo que nossa certeza, baseada na fé, para obtermos sucesso em alguns assuntos, depende da confirmação do Espírito Santo. O discernimento espiritual dado ao crente é que confirma se podemos ou não realizar alguma coisa em nome de Jesus. Tal discernimento é que alinha nossos desejos aos propósitos do Senhor, que se sobrepõe aos nossos interesses.

Não faltou convicção aos discípulos para expulsarem o espírito maligno do jovem, a grande dúvida daqueles homens era: “Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?” Eles estavam surpresos por terem falhado! O relacionamento daqueles homens com sua fé precisava ser alimentado e fortalecido pela oração e pelo jejum: “Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum”.

Discípulos são aprendizes, o próprio nome já afirma isto. Como nós, eles também precisaram falhar para aprenderem a ser bem sucedidos. Uma oração bem sucedida está de acordo com os propósitos de Deus e não somente ao fato de eu crer que possa fazer ou receber tal coisa. Textos isolados podem-nos fazer pensar isto: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre” (Mt 7. 7,8). Porém, outros textos comprovam que não é bem assim: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4.3).

Entendo o que Jesus disse aos seus discípulos assim: "Vocês baseiam suas ações em poucas experiências, falta-lhes discernimento espiritual. Se vocês conhecerem o propósito de Deus pedirão o que convém, daí nada vos será negado. Isso se consegue com um relacionamento pessoal e íntimo com o Pai, com leitura da Bíblia, com oração e com jejum".

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

O Livro de Eclesiastes

O livro reflete um tempo de desespero. As promessas da aliança parecem muito distantes, as glórias nacionais de Israel foram esquecidas e a radiante esperança dos profetas se perdeu. Mas mesmo em meio a tanto desespero, o poeta descobre as ricas verdades proclamadas nos outros livros de sabedoria do Antigo Testamento (Jó e Provérbios). O “temor do Senhor” é uma fundação segura sobre a qual pode-se construir a vida (Jó28:28; Pv 1:7). Eclesiastes ensina que a única esperança para se suportar o presente é temer e obedecer a Deus (12:13,14).


Leia o artigo completo clicando aqui.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Esboço de Sermão: A VOZ DO POVO?

Gn 3.6 - “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”.


Introdução


Quantas vezes, ao perguntar a alguém por que ele estava cometendo tal erro, você ouviu: “ah, todo mundo estava fazendo...”? Certamente não foram poucas, e certo é que só a deixaremos de ouvir quando não houver possibilidade de errarmos sobre a terra: na glória eterna!
Eva sucumbiu à tentação por três aspectos que tem induzido pessoas ao erro em todo o mundo: (1) “era boa...”; (2) “e agradável aos olhos”; (3) “e desejável...” Adão, concebendo o pecado pela mesma via que Eva, o desejo, também caiu, afinal, “se ela fez por que eu não posso”?
“Assim caminha a humanidade”! Seguindo na inércia das massas, uns fazendo tudo o que os outros fazem para satisfazerem-se porque é bom, agradável e desejável.
É esse secularismo que tem tomado conta das igrejas, onde a bênção de Deus deixa de ser compreendida como dons divinos e celestiais, para ser transformada na aquisição de bens e poder. O capitalismo insere no mundo um consumismo obsessivo e muitas igrejas, seguindo a orientação de verdadeiros lobos, segue sem divisar o malefício que as vem destruindo, fazendo-as perder a credibilidade e sua condição de plenipotenciária guardadora e anunciadora da verdade, transformando-a em um “X” do mapa da mina (o lugar se encontra uma grande riqueza).
Será que alguém acredita mesmo que a maioria, por ser maioria, está certa? Será mesmo que alguém pode crer que “a voz do povo é a voz de Deus”?

Transição: Então, como a Bíblia pode me dizer que, sendo minoria, estou no pelo caminho certo? – Examine as Escrituras!


I. ELAS DIZEM QUE SÃO POUCOS OS QUE NÃO SE DEIXAM LEVAR
Mateus 7: 13,14 – “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.


a. Viver a verdade é mais difícil


Entre tantos outros motivos, entendemos que a verdade leva a um caminho estreito porque:

Ela exige muita disciplina - I Corintios 16:13 - “Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos”.Ela é menos lucrativa – Salmo 73.12 – “Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas”.Salmo 37.16 – “Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios”.
Ela provoca solidão – Jeremias 15.17 – “Nunca me assentei na assembléia dos zombadores, nem me regozijei; por causa da tua mão me assentei solitário; pois me encheste de indignação”.

b. Hoje a verdade não passa de loucura de fanáticos

I Co 1.20 – “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo”?


Os avanços científicos criam cada vez mais ateus, os homens estão cada vez mais arrogantes.Romanos 1.21,22,25 – “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”.
Ser fiel, portanto, virou motivo de chacota e ódio.Lucas 21:17 – “E de todos sereis odiados por causa do meu nome”.


Transição: As Escrituras revelam ainda outros agravantes!


II. ELAS NÃO ESCONDEM QUE HÁ PRAZER NA CARNE
Pr 5.3-5 – “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno”.


Todos os tipos de prazer são possíveis a todos, isso é uma realidade. Porém, vale a pena viver em função destas coisas?


a. Mas são prazeres superficiais, somente da carne


E o amor aos prazeres da carne, nos torna inimigos de Deus.Romanos 8.7,8 – “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”.
Porque esses prazeres militam contra o espírito, com o qual vivemos novidade de vida.Gálatas 5:17 - “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”.
Nesta luta, se a carne superar o espírito nos tornamos inimigos de DeusTiago 4:4 – “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.


Paulo dá seu conselho: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (I Corintios 6:12).


Transição: Já que é tão difícil viver uma fé concreta, pois ela é sacrificial mediante as ofertas do mundo, porque não sucumbir logo e seguir as massas? Todos sucumbiram desde o começo!


III. PORQUE ESTÁ ESCRITO QUE TODA IMPIEDADE SERÁ DESTRUÍDA E TODA VIDA JUSTA SERÁ RECOMPENSADA
Romanos 6:23 – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.


Porque Adão sujeitou-se ao erro de Eva, hoje convivemos com a terrível realidade do pecado. Por causa de um simples desejo, toda a humanidade padece do amor pelo mal.


a. O salário do pecado de Adão é a condenação de muitos


A grande serpente que tentou Adão e Eva receberá seu salário:Apocalipse 20:10 – “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”.
Seus seguidores, adeptos de seus ensinamentos também:Apocalipse 21:8 – “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”.


b. O salário dos que rejeitam as obras da carne e a opinião da maioria será eterno


Hoje, se andamos na luz e orientação do Espírito Santo de Deus, sabemos escolher melhor o que vamos fazer.


Andamos conforme fomos chamados, de forma irrepreensível. Não conforme a mentalidade do mundo.Romanos 12:2 – “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Seremos recompensados pela eternidade.Apocalipse 2:7 – “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”.


O fruto que foi negado a Adão, será concedido a todo aquele que viver segundo a “mente de Cristo”, rejeitando o mundo e seus prazeres, rejeitando a opinião insensata das multidões e olhando somente para o alvo que é o Senhor Jesus Cristo.


Conclusão


“O mundo está no maligno” (I Jo 5.19), quer dizer que a grande maioria que entra pela porta estreita está sob seu domínio. Aquele que de graça recebeu o discernimento espiritual para a sua salvação, graça por meio da fé, não deve seguir o conselho de pessoas que não andam conforme os ensinamentos de Cristo, mesmo que esta pessoa esteja sentada ao seu lado na igreja. Reconheça a árvore por seus frutos e, com uma vida de oração e leitura da Palavra, peça ao Senhor o devido discernimento para as suas escolhas; assim Deus o recompensará, guiando-lhe pelo caminho eterno.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

A TEOLOGIA MODERNA E A CRÍTICA DA BÍBLIA

C. S. Lewis


A antiga ortodoxia tem sido solapada principalmente pela obra deletéria de teólogos engajados na crítica do Novo Testamento. A autoridade de especialistas naquela disciplina é a autoridade em deferência à qual somos solicitados a desistir de um imenso acúmulo de crenças compartilhadas em comum pela Igreja primitiva, pelos pais da Igreja, pela Idade Média, pela Reforma Protestante, pelos pregadores do século 19. Quero explicar aqui o que me deixa cético quanto a essa autoridade, ignorantemente cético, conforme muitos diriam após um exame superficial da questão. Mas o ceticismo é o pai da ignorância. É difícil alguém perseverar em um estudo detalhado quando tal estudioso não pode confiar prima facie em seus mestres.

Em primeiro lugar, o que quer que esses homens possam ser como críticos da Bíblia, desconfio deles como críticos. A mim parece que são fracos quanto a um bom juízo literário, mostrando-se incapazes de perceber a própria qualidade dos textos que examinam. Pode parecer isso uma estranha acusação contra indivíduos que têm estudado esses livros a sua vida inteira. Mas talvez precisamente aí resida a dificuldade deles. Um homem que passou toda a sua juventude e idade adulta fazendo pesquisas minuciosas nos textos do Novo Testamento e nos estudos de outros homens sobre estes textos, cuja experiência literária sobre aqueles textos ressente-se de quaisquer padrões de comparação que só podem desenvolver-se após uma ampla e profunda e genial experiência com a literatura em geral, conforme penso, tende muito a perder de vista as questões óbvias envolvidas. Se tal homem chega e diz que alguma coisa, em um dos evangelhos, é lendária ou romântica, então quero saber quantas lendas e romances ele já leu, o quanto está desenvolvido o seu gosto literário para poder detectar lendas e romances, e não quantos anos ele já passou estudando aquele evangelho. Porém, provavelmente seria melhor eu citar exemplos.


Em um comentário que atualmente já é bastante antigo, li que o quarto evangelho é considerado por certa escola crítica como um "romance espiritual", como "um poema, e não uma história", que deve ser aquilatado pelos mesmos cânones que a parábola de Natã, o livro de Jonas, o Paraíso Perdido, ou, mais exatamente ainda, o Peregrino de John Bunyan. Depois que um crítico faz essa declaração, por qual motivo daríamos atenção a qualquer coisa que ele ainda possa dizer sobre qualquer livro do mundo? Notemos que este autor considerou o Peregrino, uma história que professa ser um mero sonho e que exibe sua natureza alegórica da maneira mais explícita, como o mais chegado paralelo do evangelho de João! Notemos também que tal autor nem deu atenção ao fato de que Milton não escondeu estar escrevendo uma poesia épica. Mas mesmo que deixemos de lado esses absurdos mais grosseiros e nos apeguemos ao livro de Jonas, ainda assim a insensibilidade desse autor é crassa - pois disse ele que Jonas é apenas um conto, sem quaisquer pretensões de historicidade, um incidente grotesco e certamente não destituído de uma veia humorística tipicamente judaica, embora, sem dúvida, distintivamente edificante. Voltemo-nos, em seguida, para o evangelho de João. Leiamos os seus diálogos: aquele entre Jesus e a mulher samaritana, à beira do poço, ou então aquele outro, após a cura do cego de nascença. Examinemos em seguida os seus quadros mentais: Jesus (se me é permitido usar o termo) a escrever na areia com Seus próprios dedos; a inesquecível observação hvn dev nux (João 13.30), "E era noite". Sim, tenho lido poemas, romances, literatura acerca de visões, lendas e mitos a vida toda. Sei com o que esse tipo de literatura se parece. Sei que em todo esse tipo de literatura não há nada que chegue à altura do quarto evangelho. Acerca do texto do quarto evangelho só são cabíveis dois pontos de vista. Ou trata-se de uma reportagem - que se aproxima extraordinariamente dos fatos ocorridos, conforme disse Boswell. Ou então, algum escritor desconhecido, no século 2º d. C., sem quaisquer antecessores ou sucessores conhecidos, de súbito antecipou a técnica inteira da narrativa moderna, novelesca, realista. Se o evangelho de João é veraz, então deve ser alguma narrativa dessa categoria. O leitor que não puder perceber isso, simplesmente ainda não aprendeu a ler.


Na obra de Bultmann, Theology of the New Testament (pág. 30), encontramos um outro exemplo do que estamos ressaltando. Disse ele: "Observemos de que maneira não-assimilada a predição sobre a parousia (ver Marcos 8.38) segue-se à predição sobre a paixão (Marcos 8.31)." O que Bultmann pode ter querido dizer? Não-assimilada? Bultmann acreditava que as predições acerca da parousia eram mais antigas que as predições a respeito da paixão. Por conseguinte, ele queria acreditar - e sem dúvida assim acreditava - que quando ocorriam as duas menções em uma mesma passagem, é que alguma discrepância ou 'não-assimilação' seria perceptível entre elas. Mas por certo ele impingiu isso sobre o texto sagrado com uma chocante falta de percepção. Pedro acabara de confessar que Jesus era o Ungido. O relâmpago de glória nem se apagara ainda quando começou aquela tenebrosa predição - o Filho do homem haveria de sofrer e morrer. E, então, o tremendo contraste foi reiterado. Pedro, embora tendo-se elevado por um momento, através de sua confissão do messiado de Jesus, chegou a tropeçar: e Jesus o repreendeu com aquelas terríveis palavras, "Arreda! Satanás." E então, em meio à momentânea ruína em que Pedro se transformou (o que sucedeu com certa freqüência), a voz do Mestre, voltando-se para a multidão, generalizou a lição moral. Todos os seguidores de Jesus precisam carregar a sua própria cruz. Esse receio diante do sofrimento, essa autopreservação, não corresponde às realidades da vida. Em seguida, de maneira melhor definida ainda, soou a convocação ao martírio. Ninguém pode desviar-se do reto caminho. Se alguém negar a Cristo aqui e agora, Cristo haverá de negá-lo na outra vida. Lógica, emocional e imaginativamente, a seqüência mostra-se perfeita. Somente um Bultmann poderia pensar de outra forma, com sua Crítica de Forma.


Finalmente, meditemos no que saiu da pena desse mesmo Bultmann: "A personalidade de Jesus não tinha qualquer importância para a pregação de Paulo ou de João... De fato, a tradição da igreja primitiva nem ao menos preservou inconsistentemente um quadro descrito de Sua personalidade. Toda tentativa para reconstruir esse quadro tem permanecido como um jogo de imaginação subjetiva".


Portanto, na opinião da crítica destrutiva o Novo Testamento não nos apresenta qualquer personalidade de nosso Senhor. Através de qual estranho processo aquele erudito alemão entrou, a fim de tornar-se cego para aquilo que todos os homens vêem, menos ele? Qual evidência existe de que ele reconheceria uma personalidade, se tivesse de defrontar-se com ela? Pois o caso é de um Bultmann contra mundum. Se existe alguma coisa que os crentes sentem em comum, e até mesmo muitos incrédulos, essa coisa é que, nos evangelhos, deparamo-nos com uma extraordinária personalidade. Existem personagens que sabemos terem sido figuras históricas, mas acerca das quais sentimos que não possuímos qualquer conhecimento pessoal - conhecimento por meio da familiaridade. Poderíamos citar entre esses vultos pessoas como Alexandre, Átila ou Guilherme de Orange. Existem outros vultos que não reivindicam qualquer realidade histórica, a despeito do que nós os conhecemos como conhecemos pessoas reais, como Papai Noel, Tio Sam ou Super-Homem. Mas existem apenas três personagens que, dotadas da primeira sorte de realidade, também possuidoras da segunda espécie de realidade. E certamente todos sabem de quem se trata: o Sócrates de Platão, o Jesus dos evangelhos e o Johnson de Boswell. Nossa familiaridade com eles exibe-se de diferentes maneiras. Assim, quando nos pomos a ler os evangelhos apócrifos, surpreendemo-nos constantemente a dizer acerca desta ou daquela declaração ou logion: "Não. Temos aqui uma boa declaração. Mas não pertence a Jesus. Não era assim que Ele costumava falar".


Tão poderosa é a fragrância da personalidade que mesmo quando Jesus dizia coisas que - não fora o fato de Ele ser a própria encarnação da Deidade - pareciam espantosamente arrogantes, contudo, nós - e muitos incrédulos, por igual modo - aceitamos a Ele segundo a Sua própria avaliação. Para exemplificar, quando Ele declarou: "... sou manso e humilde de coração..." Até mesmo aquelas passagens do Novo Testamento que, superficialmente, e em intenção, dizem respeito à natureza divina, obscurecendo a natureza humana, levam-nos a enfrentar a personalidade de Jesus. Não tenho a certeza se essas passagens fazem isso mais do que outras. "... o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam... a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo..." (1João 1.1-3). Qual é a vantagem que alguém poderia obter por tentar evitar ou dissipar esse avassalador senso de contato pessoal com Jesus, quando esse alguém refere-se "àquela significação que a igreja primitiva encontrava e que se sentia impelida a atribuir ao Mestre"? Declarações assim esbofeteiam-me o rosto. Não devemos pensar no que aqueles cristãos sentiram-se impelidos a fazer, mas podemos comparar tais impressões com as impressões impessoais de um artigo escrito por algum autor da escola da Alta Crítica, ou de um obituário, ou de alguma obra como Life and Letters of Yeshua Bar-Yosef, em três volumes, acompanhada por fotografias antigas.

Esse, pois, é o meu primeiro balido. Esses homens pedem-me que eu acredite que eles podem ler entre as linhas dos textos antigos; mas todas as evidências levam-me a notar a óbvia incapacidade deles de lerem (em qualquer sentido digno de discussão) as próprias linhas. Eles afirmam poder ver coisinhas minúsculas, mas não podem ver um elefante a dez metros de distância, em plena luz do dia.


Agora, o meu segundo balido. Toda teologia da categoria liberal envolve, em algum ponto - e, por muitas vezes, do começo ao fim -, a reivindicação que o real comportamento e o propósito dos ensinamentos de Cristo quase imediatamente vieram a ser mal compreendidos e distorcidos por Seus seguidores, e que somente os eruditos modernos puderam exumá-los ou recuperá-los. Ora, muito antes que me interessasse pelas questões teológicas, eu já havia encontrado esse tipo de teoria em outros lugares. A tradição de Jowett ainda dominava os estudos sobre a filosofia antiga quando comecei a ler as obras de Greats. Então, os leitores eram convidados a acreditar que o sentido real dos escritos de Platão havia sido mal entendido por Aristóteles, e loucamente travestido pelos filósofos neoplatônicos, e que tal sentido só foi redescoberto pelos pensadores modernos. E uma vez refeito esse significado, descobriu-se (mui afortunadamente) que Platão o tempo todo havia pensado como um Hegel inglês, ou melhor, como T. H. Green. E, em meus estudos profissionais, encontrei essa idéia pela terceira vez. A cada nova semana algum esperto quartanista, a cada quinze dias algum embotado perito norte-americano, vem descobrir, pela primeira vez na história do mundo qual o sentido real de alguma peça de Shakespeare. Nessa terceira instância, entretanto, já sou uma pessoa privilegiada. A revolução que tem havido na maneira de pensar e sentir, ocorrida durante o curto período de minha vida, é tão grande que, mentalmente falando, pertenço mais ao mundo de Shakespeare do que ao mundo desses intérpretes recentes. Percebo-o, sinto-o nos meus próprios ossos, estou convicto, acima de qualquer argumento, de que a maioria das interpretações desses modernos pensadores é praticamente impossível. Tais interpretações envolvem uma maneira de considerar as coisas que era desconhecida em 1914, e, mais ainda, no período jacobeano. Isso confirma diariamente a minha suspeita quanto à abordagem dos críticos no tocante aos escritos de Platão ou do Novo Testamento. Essa noção de que qualquer homem ou escritor deveria ser opaco e imcompreensível para aqueles que viviam na mesma época, na mesma cultura, que falavam o mesmo idioma, que compartilhavam das mesmas habituais imagens mentais e pressupostos inconscientes, e que, no entanto, torna-se perfeitamente claro e transparente para aqueles que não dispõem de nenhuma dessas óbvias vantagens, em minha opinião, não passa de um imenso absurdo. Nessa noção há uma improbabilidade a priori que não pode ser contrabalançada por quase qualquer argumento e evidência.

Em terceiro lugar, descubro nesses teólogos o constante emprego do princípio que diz que os milagres nunca ocorrem. Isso quer dizer que qualquer declaração posta nos lábios de nosso Senhor, pelos textos antigos, se é que Ele a fez realmente, constituiria uma predição sobre o futuro, mas só foi registrada após a ocorrência daquilo que ela parecia predizer. Essa opinião pode parecer sensata para aqueles que julgam saber que jamais ocorrem predições inspiradas. Por semelhante modo, a rejeição de todas as passagens bíblicas que narram milagres como trechos não-históricos, pode parecer uma rejeição sensata para aqueles que pensam saber que os milagres, em geral, jamais ocorrem. Ora, não é meu propósito discutir aqui se os milagres são possíveis ou não. Tão-somente quero ressaltar aqui que essa é uma questão puramente filosófica. Os eruditos, enquanto eruditos, não falam a esse respeito com maior autoridade do que qualquer outra pessoa. O cânon que estipula, "se é miraculoso, não é histórico", é uma regra que os críticos impõem aos seus estudos dos textos sagrados, e não um princípio que deduziram desses textos. E já que estamos falando em autoridade, a autoridade conjunta de todos os críticos bíblicos do mundo é aqui considerada como zero. Quanto a isso, os críticos falam apenas como homens; homens obviamente influenciados pelo espírito da época em que cresceram, espírito esse talvez insuficientemente crítico quanto às suas próprias conclusões.

Mas o meu quarto balido - que também é o mais longo e mais vocífero - ainda vem por aí.

Todo esse tipo de crítica tenta reconstruir a gênese dos textos estudados. Essa reconstituição busca quais documentos desaparecidos cada autor usou; quando e onde ele escreveu; com quais propósitos; sob quais influências - a Sitz im Lebenz (situação vivencial) inteira dos textos. E isso é efetuado com imensa erudição e com grande engenho e arte. À primeira vista, esses esforços são muito convincentes. Chego a pensar que eu mesmo poderia ser convencido por tais argumentos, não fora um certo encantamento mágico que sempre trago comigo - uma certa erva fabulosa, de propriedades mágicas - e que uso com sucesso contra tais engodos. Aqui, o leitor precisa desculpar-me se estou falando de mim mesmo por alguns instantes. Pois o valor daquilo que digo depende de ser ou não evidências colhidas em primeira mão.

O que me protege definitivamente de todas essas reconstituições feitas pelos críticos é o fato de que tenho visto todas as tentativas deles do outro lado do prisma. Tenho observado os revisores reconstituírem a gênese de meus próprios livros, exatamente dessa forma.

Enquanto um escritos não acompanha o processo, no caso de seus próprios livros, ele dificilmente acredita que tão pouco de revisão ordinária é usada pelos críticos. Eles não avaliam, nem elogiam, nem censuram o livro que estão criticando. Quase tudo quanto fazem é utilizarem-se de histórias imaginárias acerca do processo mediante o qual o escritos em pauta teria atuado. Os próprios vocábulos que esses revisores usam, ao elogiar ou censurar a obra, com freqüência dão a entender o que eles fazem. Eles elogiam uma passagem "espontânea" e censuram outra passagem como "elaborada". Em outras palavras, pensam ser capazes de saber que o escritor escreveu uma dessas passagens currente calamo ("ao correr da pena"), ao passo que a segunda, invita Minerva ("contra a vontade de Minerva"), ou seja, sem destreza técnica e sem sabedoria.


Qual o pequeno ou nenhum valor dessas reconstituições, feitas pelos críticos, aprendi desde cedo em minha carreira. Eu havia publicado um livro de ensaios. Aquele foi um livro para o qual me preparei de todo o coração, que tanto mexeu comigo e que escrevi com o mais agudo entusiasmo, acerca da personalidade de William Morris. No entanto, logo na primeira crítica que li a respeito, o revisor afirmava que era óbvio que eu tinha escrito sobre essa personagem sem ter demonstrado o mínimo interesse por ela. Que o leitor não me compreenda mal. Acredito agora que o tal crítico tinha razão ao pensar que o ensaio sobre William Morris foi muito ruim; pelo menos todos concordaram com ele. Mas aonde ele estava totalmente equivocado foi ao imaginar as causas que teriam produzido tão embotado ensaio.

Bem, o fato é que isso me deixou com a pulga atrás da orelha. Desde então, tenho vigiado, com alguma preocupação, histórias imaginárias similares, tanto acerca de meus próprios livros como acerca de livros de meus amigos, cuja história real eu saiba. Os revisores, tanto os amigáveis quanto os hostis, pespegam sobre os autores essas invencionices, fazendo-o com grande desenvoltura e confiança própria; dizem quais eventos públicos teriam tido influência direta sobre a mente dos autores, quanto a isso ou quanto a aquilo, quais outros autores tê-los-iam influenciado, quais teriam sido suas intenções globais, qual tipo de audiência os autores estariam visando, e por que e quando os autores fizeram tudo quanto fizeram.


Ora, antes de tudo preciso deixar registradas as minha impressões; e só então, em distinção a isso, poderei asseverar o que sou capaz de dizer com certeza. Minhas impressões são que, na totalidade de minha experiência, nenhuma dessas tentativas de adivinhação dos críticos tem estado ao lado da razão, e que tal método exibe um recorde de cem por cento de fracasso. Alguém poderia esperar que, devido à mera chance, os críticos acertassem tão freqüentemente quanto erram o alvo. Mas a minha nítida impressão é de que eles nunca acertam. Não consigo lembrar de um único acerto deles. Porém, visto que não tenho feito anotações cuidadosas a respeito, minhas meras impressões podem estar equivocadas. O que penso que posso afirmar com toda a certeza é que, usualmente, eles se equivocam...


Ora, sem dúvida esses fatos deveriam fazer-nos parar para refletir. A reconstituição da história de um texto qualquer, quando esse texto é antigo, pode parecer deveras convincente. Em tal caso, entretanto, quem queira provar o contrário estará malhando em ferro frio, pois os resultados obtidos não poderão ser cotejados com os fatos. A fim de averiguarmos quão fidedigno é esse método, que mais poderíamos pedir senão que se examine uma instância, onde o mesmo método foi usado em obras que podemos examinar, por serem recentes? Pois bem, é precisamente isso que tenho feito. E, quando assim fazemos, então descobrimos que os resultados são sempre ou quase sempre errados. Os "firmes resultados da erudição moderna", na sua tentativa de descobrir por quais motivos algum livro antigo foi escrito, segundo podemos facilmente concluir, só são "firmes" porque as pessoas que sabiam dos fatos já faleceram, e não podem desdizer o que os críticos asseguram com tanta autoconfiança. Os gigantescos ensaios em meu próprio campo, que procuraram reconstruir a história do livro Piers Plowman, ou o livro The Faerie Queene, provavelmente não passam das mais puras tapeações.

Aventuro-me a comparar qualquer pretensioso que escreve uma crítica literária em uma revista semanal com os grandes eruditos que consagraram suas vidas inteiras ao estudo pormenorizado do Novo Testamento? Se aqueles primeiros sempre se equivocam, segue-se daí que estes últimos não podem sair-se melhor em seu trabalho?


Há duas respostas para essa indagação. Em primeiro lugar, apesar de respeitar a erudição dos grandes críticos das Escrituras Sagradas, ainda não estou persuadido que o juízo deles deva ser igualmente respeitado. Em segundo lugar, consideremos com quantas avassaladoras vantagens iniciam os meros revisores. Eles procuram reconstituir a história de um livro escrito por alguém cuja língua pátria é a mesma que a deles; por alguém que é um contemporâneo, educado como eles o foram, que vivem mais ou menos na mesma atmosfera mental e espiritual. Contam com tudo quanto pode ajudá-los. A superioridade no terreno do julgamento e da diligência que se poderia atribuir aos críticos da Bíblia terá de ser sobre-humana, se tiver de contrabalançar o fato de que por toda parte precisam enfrentar costumes, linguagens, características étnicas, pano de fundo religioso, hábitos de composição e pressupostos básicos que nenhuma erudição jamais poderia capacitar qualquer pessoa viva a saber com tanta certeza, intimidade e instinto, como os meros revisores de obras contemporâneos são capazes de atuar. E pelas mesmas razões, lembremo-nos de que os críticos da Bíblia, sem importar quais reconstituições imaginaram, jamais poderão estar comprovadamente equivocados. Marcos já morreu. E quando encontrarem Pedro, haverá questões mais urgentes a serem debatidas.

Naturalmente, o leitor poderá dizer que esses revisores de obras contemporâneas são tolos, por tentarem adivinhar como algum livro, que eles não escreveram, foi escrito por outrem. Eles supõem que alguém escreve uma história, tal como eles mesmos tentariam escrever uma história; e o fato de tentarem realizar essa façanha, explica por que eles nunca produziram qualquer história e a publicaram. Mas, e os críticos da Bíblia apareceram sob melhor luz quando confrontados com aqueles outros? O Dr. Bultmann nunca escreveu um evangelho. As experiências de sua erudita, especializada e sem dúvida meritória vida realmente deram-lhe a capacidade de ler as mentes de homens que morreram faz muitos séculos, arrebatados como eles foram por aquilo que temos de considerar como a experiência religiosa mais central e atordoadora de toda a história humana? Não é uma incivilidade dizer - conforme admitiria o próprio Bultmann - que em todos os sentidos ele deve estar separado dos evangelistas por barreiras muito mais formidáveis - tanto espirituais quanto intelectuais - como nunca poderiam ser interpostas entre meus revisores e mim.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

A NATUREZA E A FONTE DO PECADO

I. A Natureza do Pecado


Conceito
“Pecado é a não conformidade com a lei moral de Deus quer em ato, disposição ou estado” (Strong).
É contrário à natureza moral de Deus nos sentimentos e tendências, e em nossas atividades exteriores; Por isso, tanto a disposição quanto o estado do ser, está em inconformidade com a santidade divina, não somente o ato.


a. O pecado é obra de um agente racional e voluntário;


2 Samuel 24.10 - “Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó Senhor, peço-te que perdoes a iniqüidade do teu servo; porque procedi mui loucamente”.


b. Faz parte da natureza do homem e domina sua vontade de fazer o que é reto;
- Deus pune pecadores e não o pecado; o ato, a disposição e o estado não estão separados de quem os pratica.


Romanos 7.15-20 – “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. 16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. 18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. 20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”.


- O pecado, portanto, é um estado do ser. Ele é visto:

Nos pensamentos e sentimentos (“maus pensamentos” – Mt 15.19; “mau coração” – Hb 3.12);Nos estados ou condição da alma (“mas o pecado... despertou em mim... toda concupiscência” – Rm 7.8);Na alma mesmo antes da consciência de sua existência (“vindo o mandamento reviveu o pecado, e eu morri” – Rm 7.9,10);Como uma força permanente ou reinante no indivíduo (“o pecado reinou na morte” – Rm 5.21; “Não reine, portanto o pecado em vosso corpo mortal” – Rm 6.12);Na ignorância e na omissão (“Israel pecar por ignorância” – Lv 4.14)No juízo comum da humanidade (Rm 1.18-32); entre outras possibilidades.

Romanos 7.24 – “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte”?


- Um estado ou uma disposição, portanto, são pecados mesmo sem que se pratique o ato.


Mateus 5:28 - “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”.


Concluindo esta primeira parte, lembremos que o menino que odeia seu pai não pode transformar o seu ódio em amor por um simples ato de vontade; mas nem por isso é inocente! Por isso dizemos que todo pecado é voluntário, pois, surge diretamente da vontade, ou indiretamente a partir dos sentimentos e desejos perversos que por si mesmos originaram a vontade.

II. A Fonte do Pecado
“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44).


Gênesis 3.1-7 – “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”.


O curso da tentação resultante da queda de Adão e Eva, tendo como conseqüência a entrada do pecado no mundo, segue os seguintes estágios:


Satanás apela para os desejos carnais dos inocentes, também sugerindo que eram dominados por Deus.

3.1 - “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim”?
Astuciosamente, a serpente dá ênfase à limitação imposta por Deus.


Satanás nega a veracidade de Deus, alegando seu ciúme que os colocava em situação de dependência.

3.4,5 – “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.


Após a queda, “o tentador não mais necessitava de estimular o prosseguimento do pecado. Tendo envenenado a fonte, a correnteza naturalmente seria má”.

3.6 – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu”.


I Coríntios 15.21,22 – “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.


A fonte do pecado, portanto, não está em Satanás e sua obra de tentação. Mas, a concupiscência do coração humano em jamais aceitar a sua condição, que está na sua mortalidade e incapacidade de superar muitos tipos de limites. O homem não aceita a sua incapacidade intelectual para dar respostas plausíveis a respeito dos mistérios do universo, sequer pode responder tudo acerca de si mesmo; o homem não aceita que sua vida tenha um fim, ou que não possa ter tudo que deseja. O homem não suporta a idéia de que precisa depender de outro, o que faz com que ele rejeite a Deus e a sua Palavra. Isso resume o significado do pecado sobre o gênero humano.